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TICANO SIMMER


Devido a insônia, como não gostava muito de assistir a televisão, o tempo acordado durante a noite era preenchido fazendo desenhos. Aos dezenove anos de idade, por incentivo de minha avó Lourdes, resolvi comprar uma maquina de tatuagem, pois como ela mesma dizia "já que você gosta tanto desta porcaria, porque não faz isso para ganhar dinheiro?". Sábias palavras...

Comprada a primeira máquina eu fui para casa e convenci a alguns amigos de que sabia o que estava fazendo. Passei dois anos aperfeiçoando o que na verdade ainda não existia de fato, que eram minhas técnicas de tatuar, sem ao menos nem ver ninguém tatuando, uma vez que os tatuadores da época tinham medo de perder a clientela já formada por eles.

Foi então que decidi abrir minha primeira porta e com duas semanas de studio ainda não tinha tatuado ninguém, pois a sala era muito escondida.

Foi quando meu tio me disse que havia uma loja para alugar numa rua movimentada e que eu fosse até lá olhar. Fui, mas quando disse que era para tatuagem, o proprietário do imóvel recusou-se a alugar. Dias depois, recebi a visita de meu tio indagando o porquê de não haver alugado a loja e eu expliquei o que havia acontecido.

Horas depois, recebi a visita do proprietário do imóvel, me oferecendo a loja. Então perguntei a ele porque havia mudado de idéia e ele respondeu que meu tio havia dito que se não alugasse para mim, não alugaria para mais ninguém.

Alugada a sala, os negócios prosperaram e hoje sou comerciante mais antigo da rua.

No ano de dois mil e dois, resolvi me aventurar em uma convenção internacional de tatuagem em São Paulo, mesmo com todos os tatuadores da cidade dando contra. Participei mesmo assim e ganhei o primeiro lugar na categoria "Melhor tatuagem do Evento". Os mesmos tatuadores que deram contra minha participação, estavam lá, e foi olhando para eles, que lhes ofereci o troféu. De lá para cá, em todas as competições que participo ganho uma, duas ou três categorias.

Já havia parado de competir, foi quando conheci uma menina e por ela me apaixonei. Ela foi comigo a uma convenção e achou o máximo os tatuadores recebendo troféus como reconhecimento de seus trabalhos e pediu que eu competisse também. Disse a ela que competiria, ganharia e daria o troféu para ela. Promessa cumprida: ganhei, ofereci o troféu a ela, hoje minha esposa. Senti o gostinho de ganhar novamente e voltei a competir. Ganhei mais dois troféus e agora de uma vez por todas me aposentei de competições. O que vale lembrar é que eu e ela nascemos um para o outro. Agora são duas lojas, muitos troféus e uma carteira seleta de clientes.

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